Dr. Silas Pedro, número 40007, é médico e candidato a deputado estadual por São Paulo em 2026, pelo PSB. Formou-se pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul em 2023 e atende no Hospital Adventista de São Paulo.
Nasceu em 1997 em Santo André e continua morando na região. A profissão ele escolheu aos 11 anos, em 2008, num curso de primeiros socorros do Clube de Desbravadores. Foi decisão de criança, e ele a cumpriu inteira: o diploma de medicina veio quinze anos depois, em 2023.
Por que um médico na Assembleia
Boa parte do que se decide sobre saúde na Assembleia é desenho de programa: quem executa, com que equipe, medindo o quê. Ele lê esse desenho de dentro do serviço, e é daí que se vê onde o programa vai emperrar antes de emperrar.
Essa é a matéria que ele estuda hoje. Faz mestrado em Promoção da Saúde no Unasp e pós-graduação em Medicina da Família no Hospital Sírio-Libanês, as duas áreas que tratam de cuidado antes da doença e de cuidado perto de casa.
A Medicina da Família é a especialidade da atenção primária, a porta de entrada do sistema público. É o nível de atenção que mais depende de coordenação e de financiamento, e onde a prevenção acontece ou deixa de acontecer.
O mestrado em Promoção da Saúde ensina a avaliar programa de prevenção: se tem meta, se tem medida, se muda alguma coisa. Prevenção mal desenhada não faz barulho quando falha — ela apenas não produz resultado, e continua no orçamento do ano seguinte.
No hospital ele vê o fim da história, com a doença já instalada. A parte que reduz esse desfecho — informação, hábito, acesso — depende de decisão política, e é ela que se toma na Assembleia.
O que um médico reconhece na lista
Duas das 40 propostas são técnicas de saúde e nem estão na frente de saúde. Proteção ao paciente em casos de danos na saúde cria um sistema público de compensação, com análise técnica e sem abrir mão de responsabilizar quem errou. Plano de carreira para profissionais da Atenção Primária responde por quem fica na equipe depois que o programa começa.
São propostas que dependem de alguém que conheça o serviço por dentro para não virarem outra coisa na redação da lei. É o tipo de detalhe que se perde quando ninguém na sala já trabalhou no assunto.
Fora do hospital
O mesmo assunto aparece no voluntariado. Em 2025 ele foi médico missionário no Amazonas e, na volta, iniciou o Doutor na Rua. É trabalho voluntário, em projetos sociais, e é onde ele encontra quem não chega ao consultório.
Medicina de hospital e voluntariado de rua mostram a mesma pessoa em dois pontos da mesma fila: um no fim dela, outro antes de a fila começar.
O compromisso é prevenção
O compromisso da campanha cabe em uma frase: levar prevenção e conhecimento em saúde a todo o estado de São Paulo.
Trajeto, horário de trabalho e fila atrasam o cuidado antes de qualquer diagnóstico. A prevenção como política pública existe para responder a isso com programa.
Esse compromisso se desdobra em 40 propostas, distribuídas em quatro frentes. Oito estão na frente de saúde, prevenção e qualidade de vida, e vão dos Núcleos Estaduais de Promoção da Saúde a Mais espaços para atividade física.
As outras três tratam de juventude, educação e família; de ética, gestão e proteção ao cidadão; e de comunidade, meio ambiente e futuro. A saúde reaparece em todas, porque prevenção depende de escola, de gestão pública e de espaço para andar.
