Dr. Silas

O que faz um deputado estadual

Deputado estadual faz lei no estado, fiscaliza o governo estadual e decide para onde vai o dinheiro. O que isso muda na saúde, na escola e na sua rua.

Plenário vazio ao entardecer: fileiras curvas de bancadas de madeira voltadas para uma tribuna sem ninguém.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

O deputado estadual cria e altera as leis do estado, fiscaliza a atuação do governador e representa a população na esfera estadual. Em São Paulo são 94, eleitos para quatro anos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Sozinho, nenhum deles aprova coisa alguma: o que cada um tem é um voto, o prazo do mandato e o direito de perguntar.

Fazer a lei do estado

A primeira função é legislar. O deputado apresenta projetos de lei e avalia os que chegam das comissões e dos outros deputados, do governador, do Tribunal de Justiça, do procurador-geral de Justiça e dos próprios cidadãos, por iniciativa popular.

A Constituição paulista define o que a Assembleia legisla com sanção do governador. Entram aí o sistema tributário estadual, a instituição de impostos e taxas, o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual.

O trabalho acontece no plenário e nas comissões, onde os projetos são analisados antes de ir a voto. A Assembleia também elege sua Mesa e elabora o próprio regimento interno.

Decidir para onde vai o dinheiro

O orçamento do estado passa pela Assembleia. É ela que aprova o orçamento anual e que autoriza operações de crédito e empréstimos do Executivo.

O deputado ainda pode propor a destinação de recursos do orçamento estadual para os municípios. Na prática, é por essa via que uma cidade recebe verba para um equipamento público, uma reforma ou um programa social.

É a parte do mandato que menos aparece e mais decide. Lei sem dotação no orçamento não sai do papel.

Fiscalizar quem executa

Aprovada a lei e liberado o dinheiro, alguém precisa verificar o que foi feito. Compete à Assembleia fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo e requisitar informações a secretários e a dirigentes de órgãos públicos.

Cabe a ela tomar e julgar anualmente as contas prestadas pelo governador. E cabe ao deputado acompanhar a execução orçamentária, as contas e os contratos da administração. Quando representa uma comissão, uma CPI ou a Assembleia, ele tem livre acesso às repartições públicas e pode diligenciar pessoalmente junto aos órgãos da administração direta e indireta.

O deputado pode também propor a criação de Comissão Parlamentar de Inquérito.

O que ele não faz

Nem toda cobrança tem endereço na Assembleia. Assunto de interesse local é competência do município, que também suplementa a legislação federal e a estadual.

É da esfera municipal que saem as decisões sobre educação pré-escolar e ensino fundamental, sobre uso, parcelamento e ocupação do solo urbano e sobre o patrimônio histórico-cultural local. Fiscalizar o Executivo municipal cabe ao Legislativo municipal, não à Assembleia.

Cobrança endereçada ao poder errado volta sem resposta.

A proposta de um deputado continua ao alcance do mandato; o que muda é o caminho dela. Uma proposta estadual se cumpre por quatro vias, e as quatro passam pela Assembleia: a lei que cria o programa, a dotação do orçamento que o sustenta, a destinação de recursos estaduais que faz o dinheiro chegar ao município onde o serviço acontece, e a fiscalização que cobra o resultado depois. Onde quem executa é a prefeitura, o deputado estadual entra pelo financiamento e pela cobrança, não pela ordem de serviço.

Como se elege um deputado estadual

Deputado estadual é eleito pelo sistema proporcional, e não pelo majoritário. O quociente eleitoral sai da divisão dos votos válidos pelo número de vagas em disputa. O quociente partidário sai da divisão dos votos do partido por esse quociente, desprezada a fração: é ele que diz quantas cadeiras a legenda ocupa. Só depois as cadeiras vão para os mais votados de dentro do partido.

Há ainda um piso pessoal: só assume quem tiver votos nominais equivalentes a pelo menos 10% do quociente eleitoral. Por isso o voto num candidato faz dois trabalhos — conta para ele e conta para o partido dele —, e por isso o mais votado nem sempre se elege. É o contrário da eleição para governador, em que só o mais votado leva a vaga.

Cargo proporcional também não tem segundo turno: as 94 cadeiras saem todas dessa mesma conta, de uma vez.

Por que essas funções decidem o que chega até você

Nenhuma dessas funções rende inauguração, e é por isso que o cargo é subestimado na hora de votar.

Mas é esse voto que alcança serviços que o eleitor costuma associar só ao governador. Quem executa é o Executivo. Quem autoriza, financia e cobra são os 94.

O que Dr. Silas quer fazer com o mandato

Dr. Silas Pedro é candidato a deputado estadual por São Paulo pelo PSB, com o número 40007. É médico no Hospital Adventista de São Paulo, formado pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul em 2023, e faz mestrado em Promoção da Saúde no Unasp.

Ele apresenta 40 propostas em quatro frentes: saúde, prevenção e qualidade de vida; juventude, educação e família; ética, gestão e proteção ao cidadão; e comunidade, meio ambiente e futuro.

O que ele quer fazer com o mandato é prevenção como política pública: agir antes de a doença chegar. Isso depende das mesmas quatro vias — a lei, o orçamento, o recurso que chega ao município e a cobrança de quem executa.

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Perguntas frequentes sobre isto

Qual é o número dele na urna?
40007, e são cinco dígitos: os dois primeiros são a legenda do PSB, e os três últimos identificam o candidato dentro dela.
Para qual cargo ele se candidata?
Deputado Estadual por São Paulo, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).
De onde ele é?
Nasceu em 1997 no Jd. Cristiane, em Santo André, no ABC paulista, e continua morando na região.
Onde ele trabalha como médico?
No Hospital Adventista de São Paulo. Formou-se em medicina pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul em 2023.
Qual é a bandeira da campanha?
Prevenção em saúde: levar prevenção e conhecimento em saúde a todo o estado de São Paulo, e não apenas a quem chega ao consultório.
Que trabalho voluntário ele faz?
É líder no Clube de Desbravadores, foi médico missionário no Amazonas em 2025 — onde atendeu ribeirinhos e ajudou a construir uma igreja para a comunidade — e, na volta, iniciou o projeto Doutor na Rua, que afere pressão e glicemia e orienta quem quase nunca chega ao posto de saúde.
O que ele estuda hoje?
Mestrado em Promoção da Saúde no Unasp e pós-graduação em Medicina da Família pelo Hospital Sírio-Libanês.

Vote 4 0 0 0 7 — Dr. Silas, Deputado Estadual por São Paulo